sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Poesia 

Fazia tempo que eu não acariciava
sua pele alva,
olhava dentro dos seus olhos límpidos,
sentia sua presença imanifesta no ar
e acalentava sua altiva alma lírica.
Minha querida companheira
e sempre adorada,
poesia.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Infinito

Alma aberta para o mundo
Sentimento leve e puro
Desejo suave guardado
Infinito é o que busco.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Existir é fácil!
Basta nascer para existir.
O difícil é fazer da existência algo significativo,
algo maior e digno

Eu sou! I

Eu sou o livro que ninguém leu  
Eu sou o sonho que ninguém sonhou
Eu sou o vento que ninguém soprou
Eu sou o filho que ninguém concebeu
Eu sou a poesia que ninguém declamou
Eu sou a montanha que ninguém contemplou
Eu sou o fruto que ninguém comeu
Eu sou o vinho que ninguém degustou
Eu sou a ideia que ninguém pensou
Eu sou a vida que você não viveu!  

quarta-feira, 26 de novembro de 2014



Eu sou o resultado de uma ação anterior que me originou e que posteriormente resultará em algo novo que por sua vez incitará algo vindouro que futuramente resultará em algo mais adiante que consequentemente prosseguirá numa linha infinita de implicações consecutivas inter-relacionadas e derivadas de um acontecimento que se iniciou em algum momento aparentemente inexato, todavia decididamente dependente entre si.
Amor da supra-espinhal

Ao vê-la toda de branco e luminosamente linda.
Uma mistura de sentimentalidades aflorou em minha alma.
Fazia tempo que não sentia tamanha explosão
Interna em meu desvalido peito.
Médica, bonita, educada, encantadora
E com uma doçura toda especial.
O quê fazer para conquistar sua atenção
No meio deste frio corredor de hospital?
Um pensamento ultrapassa minha mente
Como uma nuvem ligeira que voa longe no céu.
Levanto-me e digo:
   - Doutora estou com um sintoma de amor colateral que irradia da supra-espinhal.
     Tem cura? 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014




Singela homenagem às sentimentalidades indecifráveis das mulheres

Placidez pálida  

Tuas rimas fáceis não funcionam mais comigo.
Ademais, meu coração criou um escudo
Natural contra tuas carícias, e meu
Ego contra teus regalos superficiais e caros.
Apesar de avidamente ainda buscar-te em
Meus sonhos sentimentais.
No cotidiano da minha vida tuas mãos
Não tocarão mais em meu corpo
Delicado de mulher que anseia receber
Muito mais do que efêmeros momentos de prazer.
Eu necessito sentir-te sempre todo ao meu lado
E não apenas por poucos dias
Ou em uma noite isolada.
Deixa-me em paz, por favor,
Para que as minhas noites voltem a ser
Solitárias, todavia, repletas de uma
Placidez ainda que pálida.

Tenho saudades do meu futuro e receios profundos acerca do meu passado

O GRITO  

Que vontade louca
de gritar...
Gritar alto,
gritar forte,
gritar ao mundo.
Um grito puro
e regozijante.
Um grito retumbante
de poder.
E assim se sentir
mais leve.
Depois que esse
grito morrer.